Você é capaz de falar em público!

MARIE acha graça ao se lembrar da primeira vez em que tentou falar perante um grande grupo. “Instantes depois de começar meu discurso”, diz ela, “eu desmaiei!”
Embora um caso extremo, o que aconteceu a Marie exemplifica a aversão de muitos à oratória. Há quem a encare como destino pior que a morte! Isto se revelou numa pesquisa com a pergunta: “Qual é seu maior medo?” Como se esperava, “altura”, “problemas financeiros”, “viajar de avião”, “doença grave” e “morte” apareciam no alto da lista. Mas, o maior medo, — o número um — era “falar perante um grupo”!
A oratória é uma habilidade latente que todos podem desenvolver. É possível superar o medo de falar em público pondo-se em prática as seguintes sugestões:
1. Não Se Rotule
Sou acanhado demais.” “Sou muito jovem.” “Sou velho demais.” “Sou muito inibido.” Estes são exemplos de rótulos auto-impostos. Eles o impedem de alcançar alvos que realmente podem ser atingidos.

Rótulos não raro se tornam profecias que se cumprem na própria pessoa. Por exemplo, quem se rotula de “acanhado” despreza oportunidades que desafiam o acanhamento. Esse comportamento, por sua vez, convence-o de que é mesmo acanhado. Cria-se assim um ciclo em que ele age segundo o rótulo auto-imposto e reforça isto. Certo psicólogo comenta: “Se você acredita que não pode fazer algo, . . . agirá assim, e até será assim.”

A Dra. Lynne Kelly, da Universidade de Hartford (EUA), diz que o acanhamento pode ser uma reação aprendida. O que aprendemos, podemos desaprender. Pode ocorrer o mesmo com a inibição, o nervosismo e outros obstáculos à oratória.
2. Faça o Nervosismo Cooperar com Você
Certa vez se perguntou a uma atriz veterana se depois de anos de experiência ela ainda ficava nervosa antes de representar. “Claro que sim”, disse ela. “Ainda sinto um frio no estômago antes de toda apresentação. Mas, ao longo dos anos, tenho conseguido regular a temperatura.”
O objetivo, portanto, é controlar o nervosismo, não eliminá-lo inteiramente. Por quê? Porque nem todo nervosismo é ruim. Existem dois tipos de nervosismo. Um se deve à falta de preparação. Mas o outro é uma forma mais positiva de ansiedade. Este tipo de nervosismo faz-lhe bem, porque o motiva a fazer o melhor. Este nervosismo simplesmente prova que você se importa. Para manter o nervosismo ao mínimo, experimente o seguinte:
Pense na palestra como conversação, em vez de como discurso. “É só uma conversa comum”, diz o experimentado Charles Osgood, “e é você quem fala o tempo todo”. Coletivamente, a assistência é a pessoa com quem você conversa. Às vezes é apropriado relaxar e sorrir. Quanto mais conversante for sua maneira de falar, mais descontraído ficará. Há momentos, porém, em que a matéria e a ocasião talvez exijam um tom mais formal, sério e até dinâmico.
Lembre-se de que a assistência está do seu lado! Mesmo quando o nervosismo fica evidente, a assistência em geral usa de empatia. Portanto, encare-a como um amigo. Os ouvintes querem que se saia bem! Imagine que são seus convidados, e você, o anfitrião. Em vez de pensar que a assistência deve deixá-lo à vontade, diga a si mesmo que, como anfitrião, você a deixará à vontade. Essa inversão de posições o ajudará a moderar o nervosismo.
Concentre-se na mensagem, não em sua pessoa. Imagine que é um carteiro apenas entregando um telegrama. O carteiro recebe pouca atenção; o telegrama é o que o destinatário quer. Acontece o mesmo ao se apresentar uma mensagem em público. O foco das atenções é primariamente a mensagem, não você. Quanto mais entusiasmo sentir pela mensagem, menos ansioso ficará.
Não coma demais antes. Certo orador profissional lembra-se da ocasião em que comeu demais antes de proferir um discurso de duas horas. Ele relembra: “O sangue que devia estar no cérebro estava no estômago, digerindo bife e batatas.” Uma lauta refeição pode ser o seu pior inimigo ao se apresentar perante uma assistência. Cuidado também com o que bebe. A cafeína pode deixá-lo nervoso. O álcool embota os sentidos.
Talvez sempre sinta um surto de nervosismo ao começar a falar em público. Mas, com experiência, descobrirá que esse nervosismo inicial não passa disso: nervosismo inicial, que se desvanece pouco depois de começar a falar.
3. Prepare-se!
“O discurso é uma viagem com um objetivo, e deve ser cartografado”, disse Dale Carnegie. “A pessoa que começa em lugar nenhum geralmente chega a lugar nenhum.” Para que isto não aconteça, é preciso estar bem preparado. O dom da loquacidade em nada beneficia a assistência. Portanto, como preparar-se?
Pesquise e selecione. Nunca poupe pesquisa. “A única maneira de sentir-se à vontade perante uma assistência é saber o que está falando”, diz o especialista em comunicações John Wolfe. Torne-se perito no assunto. Reúna bem mais informações do que possa usar. Depois, faça uma seleção da matéria, separando a “palha” do “trigo”. Nem mesmo a “palha” será desperdiçada — ela lhe dará confiança adicional nas informações que utilizar.
Pense. ‘Coma, durma e respire’ o assunto. Revire-o na mente em todo momento ocioso do dia. “Pense nele sete dias; durma com ele sete noites”, disse Dale Carnegie. Sim, o bom orador, primeiramente, é um bom ponderador.
 Pondere até que a importância e a urgência de sua mensagem superem o nervosismo.
Considere a assistência. Use sua roupa mais apresentável. Além disso, a matéria pesquisada deve ajustar-se aos ouvintes. Assim, considere seu modo de pensar: Em que crêem? O que já sabem sobre o assunto? De que modo a matéria se ajusta ao seu dia-a-dia? Quanto mais essas perguntas forem levadas em conta, tanto mais atentamente a assistência o escutará, compreendendo que as informações foram adaptadas a suas necessidades específicas.
Esforce-se ao Máximo
O mundo de hoje dispõe de todos os meios imagináveis de comunicação instantânea. No entanto, “na maioria das situações”, comenta o livro Get to the Point (Vá Logo ao Ponto), “o meio mais eficaz de comunicação é de ser humano para ser humano”. As sugestões acima deverão ajudá-lo a dominar esse tipo de comunicação. Em vez de hesitar por medo desnecessário, você descobrirá que é capaz de falar em público!
Exercícios Para Se Acalmar
  Quando as circunstâncias permitem, os seguintes exercícios podem reduzir o nervosismo antes de enfrentar a assistência.
● Mexa os dedos, sacuda os pulsos e os braços. Levante os ombros e daí relaxe-os. Repita várias vezes.
● Incline a cabeça para a frente e movimente-a de um lado para o outro.
● Movimente o maxilar inferior de um lado para o outro. Abra bem a boca.
● Cantarole baixinho para si, alternando entre sons agudos e graves.
● Inspire vagarosa e profundamente, várias vezes.
Como Melhorar o Proferimento
  Adapte-se ao tamanho da assistência: Para assistências grandes, é preciso mais volume. Os gestos devem ser mais amplos, e a voz, mais forte.
  vida à voz. Imagine-se tocando um instrumento musical de uma única nota! A voz é seu instrumento. Se o proferimento for “de uma nota só” — monótono —, você cansará a assistência.
  Cuidado com a postura. Postura desleixada transmite indiferença. Rigidez revela ansiedade. Procure o equilíbrio: descontraído e alerta, mas não indiferente ou tenso.
  Gesticule. Gestos não são apenas para ênfase. Gesticular relaxa os músculos e melhora a respiração, acalmando a voz e os nervos.
  Vista-se com modéstia. Você transmite a mensagem, não as suas roupas. A opinião da assistência sobre sua aparência é tão importante quanto a sua, se não mais importante.
  Mantenha contato visual. Num jogo de apanhar a bola, você observa para ver se a bola lançada é apanhada. Cada pensamento do discurso é um “arremesso” distinto para a assistência. A reação dos ouvintes — acenos com a cabeça, sorrisos, olhares atentos — indicam se “a bola foi apanhada”. Mantenha bom contato visual para ver se suas idéias estão sendo “apanhadas”.
É isso aí pessoal, espero que tenham gostado desse artigo.
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